Praias de Miami voltam a receber turistas em meio à pandemia


Agência Brasil

Nos últimos dias, as redes sociais mostraram pessoas sem máscaras dançando nas ruas, espremidas em carros transformados em clubes noturnos improvisados e se amontoando ombro a ombro com bebidas nas duas mãos, nas áreas externas dos restaurantes.

“É um conto de duas cidades”, diz prefeito, Dan Gelber (Cristobal Herrera | Agência Lusa)

“É um conto de duas cidades”, disse o prefeito, Dan Gelber, em referência ao romance homônimo de Charles Dickens. “Nossos moradores são bastante responsáveis, mas nossos visitantes têm sido instáveis, e existem áreas onde parece que as únicas pessoas ali são aquelas que acham que não existe um vírus.”

A Flórida está se tornando rapidamente o epicentro de uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos. O Departamento de Saúde do estado confirmou mais de 9 mil casos novos nesta terça-feira, 14, o que eleva o total a mais de 290 mil. Além disso, 133 mortes adicionais colocaram o número do estado acima de 4.500.

Na região populosa de South Florida, autoridades hospitalares relataram que prontos-socorros e unidades de tratamento intensivo estão quase lotados. No domingo, 12, a Flórida relatou mais de 15 mil casos – um novo recorde diário que ultrapassou o pico de Nova York em abril.

Mas um grupo de veranistas de máscaras e biquínis, procedente da cidade de Nova York, disse que isso não basta para desestimulá-los. “Sabemos que existe uma pandemia, mas não é para deixar de viver a vida”, disse Tamia Young, funcionária do Correio, de 36 anos, que partiu do bairro do Brooklyn com a mãe e duas filhas. “Tudo está fechado mesmo, então nem dá para curtir Miami.”

O número de fechamentos aumentou nos últimos dias, ao mesmo tempo em que negócios parcialmente abertos começaram a submeter seus funcionários a exames de detecção do novo coronavírus e a receber alguns resultados positivos.