Exposição inédita reúne obras pouco conhecidas de Carybé


A paixão pela Bahia definiu quem Carybé se tornou como artista e, mais uma vez, a terra que ele tanto amou o consagra e homenageia, desta vez com a exposição Hector Bernabó, o Carybé da Bahia. A exposição inédita reúne 34 telas de coleções particulares de Irmãos da Santa Casa, nunca exibidas em conjunto e pouco vistas pelo grande público. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de outubro no Museu da Misericórdia, da Santa Casa da Bahia.

Obras de Carybé expostas fazem parte de coleções particulares (Foto: Divulgação)

“Esta homenagem da Santa Casa vai, graças à generosidade dos colecionadores, permitir ao público apreciar obras que há muito não são expostas”, destaca a filha do artista, Solange Carybé. Segundo a curadora da mostra, Simone Trindade, a exposição mostra o percurso artístico de Carybé. “As obras foram produzidas em períodos diferentes da vida dele, nas décadas de 40, 50, 60… Todas elas mostram a forma como Carybé percebia o modo de ser do baiano, as festividades, a alegria e a religiosidade”, afirma.

A exposição Hector Bernabó, o Carybé da Bahia acontece até 28 de outubro. O Museu da Misericórdia funciona de terça-feira a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, aos sábados, das 9h às 17h, e domingos e feriados, das 12h às 17h. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

O artista – nascido como Hector Julio Páride Bernabó em Buenos Aires, na Argentina, Carybé recebeu o pseudônimo artístico no período em que morou no Rio de Janeiro, quando era escoteiro na Tropa dos Peixes do Clube de Regatas do Flamengo. Lá, cada um era nomeado de acordo com um peixe e coube a ele “Carybé”, uma espécie de piranha. Seu contato com a arte veio desde cedo, ao ajudar no ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho Arnaldo.

Sua primeira vinda à Bahia aconteceu em 1938, quando trabalhava como correspondente do jornal argentino El Pregón. Esse primeiro contato já o encantou e, 12 anos depois, voltou à capital baiana com recomendação do amigo escritor Rubem Braga, apresentando-se a Anísio Teixeira, então Secretário de Educação do Estado da Bahia. O cenário local passava por uma efervescência cultural e foi nele que Carybé pôde florescer enquanto artista, captando cores, formas, movimentos, personagens da rua, do cotidiano e do jeito de ser baiano.

A naturalização como brasileiro veio em 1957 e, ao longo de sua vida, Carybé foi um artista plural: desenhista, pintor, ceramista, jornalista, gravador, escultor, muralista, além de ter ilustrado publicações de escritores como Jorge Amado e Gabriel García Márquez. Carybé faleceu em 1997 em Salvador, aos 86 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Exposição Hector Bernabó, o Carybé da Bahia
Quando: até 28 de outubro.
Visitação: terça-feira a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, aos sábados, das 9h às 17h, e domingos e feriados, das 12h às 17h
Onde: Museu da Miserircórdia – R. da Misericórdia, nº 6, Centro Histórico de Salvador
Quanto: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).