Espetáculo em homenagem a Pagu estreia no Martim Gonçalves


Patrícia Galvão, Mara Lobo ou Solange Sohl. Militante comunista, escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, cartunista ou jornalista. Muitos nomes e adjetivos podem ser atrelados a Pagu, mas a frase que a melhor define é: grande mulher da História do Brasil. É a voz dessa personalidade que a peça EU PAGU leva ao palco do Teatro Martim Gonçalves, de sexta, 18, a domingo, 20, com entrada gratuita.

Espetáculo faz um recorte da vida de Pagu até os 30 anos (Foto: Diney Araújo | Divulgação)

O espetáculo será apresentado sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h. EU PAGU é um projeto do grupo A Panacéia, que em 2019 completa 11 anos. A curtíssima temporada é a formatura em Artes Cênicas pela UFBA da diretora convidada pelo grupo, Letícia Bianchi. A montagem é encenada pelas atrizes Camila Guilera, Larissa Lacerda e Larissa Libório.

A montagem faz um recorte da vida de Pagu até os 30 anos, período em que militou pelo Partido Comunista, foi casada com Oswald de Andrade, esteve envolvida nas revoluções artísticas e movimentos políticos que movimentaram o país nos anos de 1930 e precisou usar diversos pseudônimos. Sua relação com a militância, com a maternidade, com os homens, com a intelectualidade e com a escrita são algumas das questões levadas à cena.

Esta é a terceira montagem dirigida por Bianchi, que venceu a última edição do Prêmio Braskem de Teatro na categoria revelação. Ela foi escolhida pela direção de Eudemonia – Em Memória a uma Peça Nunca Encenada, seu primeiro espetáculo. Em agosto, ela estreou Memórias do Mar Aberto: Medeia Conta sua História, com a atriz Vivianne Laert no papel principal. Os três projetos enfocam no protagonismo feminino, marca com a qual a artista busca construir a carreira como diretora.