DHZ Festival reúne diferentes gerações do reggae e rap


Um encontro de gerações no palco e na plateia. Este foi o DHZ Festival, que reuniu na noite deste sábado, 5, na Arena Fonte Nova, grandes nomes da música, desde os representantes do novo rap brasileiro – os grupos Haikaiss e Cacife Clandestino -, que atraíram um público formado, em sua maioria, por jovens e adolescentes, até uma das bandas com maior trajetória no reggae mundial, a Israel Vibration, que acumula 40 anos de carreira, e levou os amantes do ritmo de longa data.

A chuva que atingiu Salvador durante todo o dia não esfriou o clima que se instaurou na Fonte. Quem abriu a noite foi a cantora Nkulee Dube, filha do cantor Lucky Dube, morto em 2010. Com um show em homenagem ao pai, Nkulee não poderia deixar de cantar os sucessos que embalaram os regueiros nos últimos anos, como também canções da sua carreira solo.

A segunda atração da noite foi o Haikaiss, que levantou o público com suas letras ‘politicamente incorretas’. Os integrantes do grupo, que se apresentam como a nova geração do rap, elogiaram a energia dos baianos e mostraram músicas que ganharam destaque recentemente, como “Isso que me resta”, cujo clipe tem mais de 1 milhão de acessos no Youtube.

Já o Israel Vibration trouxe o reggae jamaicano para embalar o público, que cantou junto clássicos como “Racial Discrimination”. Um dos fãs que acompanhavam o show do grupo era o industriário Carlos José de Souza. “Curto reggae há muitos anos, desde que eu conheci Bob Marley. Gosto de várias bandas, entre elas Israel Vibration, os filhos de Bob Marley, Ziggy e Julian, que já vieram para Salvador”, diz ele, que estava acompanhado da esposa, a farmacêutica Jussiara Sales. “Eu acompanho ele às vezes, mas gosto dos shows de reggaae”, completa ela.

Carlos curtiu Israel Vibration com a esposa (Foto: Edmundo Nascimento | Cultura Agora)

Confira a entrada do Israel Vibration no palco:


A noite ainda contou com o show eletrizante do Ponto de Equilíbrio, uma das figurinhas fáceis de se encontrar em festivais em Salvador. Tanto que o grupo de Vila Isabel aproveitou o evento para lançar o DVD gravado na República do Reggae 2017.

“Curto reggae há cerca de 5 anos. Gosto muito do Ponto de Equilíbrio e Natiruts, que tem um reggae mais suave. Já tinha visto outros shows deles. Achei a ideia de unir o reggae e o rap no mesmo evento muito massa. O Cacife Clandestino também é uma banda muito boa, que eu já curto há um tempo, e juntando com o Ponto para fechar a festa vai ficar maravilhoso”, diz o professor Victor Santana, que estava acompanhado da namorada, Verena do Carmo.

Victor aprovou a união do reggae e do rap no evento (Foto: Edmundo Nascimento | Cultura Agora)

Os também cariocas da Cacife Clandestino levaram a força de suas músicas, como o “Beija Flor”, responsável por impulsionar o grupo no cenário nacional, em 2012.